quarta-feira, 28 de abril de 2010

Recalque.

Tijolo por tijolo
até fatalizar,
sem base ou estrutura,
o desejo recalcar.

Nos rumos madrugueiros
sigo em sono,
em pranto;
um apelo abandonar.

domingo, 18 de abril de 2010

Dói acreditar.

Dói acreditar
que depois da queda
me berras:

'Siga-me para salvar-se.'

De nada valeu a brusca razão
que nem sei bem como se deu.

Perde no erro
foca-se em outro
e nos momentos em que te quero
desacredito.

Golpeia o pulmão
o rompimento em vão.

Difícil acreditar
que nosso som se escondeu.

Sopro nu

Pisca o céu de enfeites
e me distraio na sensação
rabisco-me em guerra e nego
o arisco dessa condição.

Blefo em sopro nu
e desaprendo a amar
como se por algum motivo
fosse necessário explicar.

As razões são negras
e combinam-se nas entrelinhas...
já estou completamente farto
dessas pseudo-estrelinhas.

Vazio presente

O vazio se faz presente
como no tempo em que o silêncio sente
a atração raivosa e dormente
do devaneio inglorio subsequente.